Atribui-se aos
Romanos, a introdução do fabrico do queijo de ovelha na Península
Ibérica. É fácil perceber que rapidamente essa “Sabedoria” tenha chegado
aos montes Herminios, região muito povoada de gado ovino e caprino, e
que aqui por razões de Flora Natural existente, de adaptações de
tecnologias do fabrico do queijo de ovelha, do clima e da raça
Bordaleira, tenha nascido o “Queijo Serra da Estrela”.
Na Estrela
desenvolveu-se uma raça de ovinos perfeitamente definida BORDALEIRA
SERRA DA ESTRELA. É a raça nacional de melhor aptidão leiteira, também
muito prolífera e fértil, com um período de actividade sexual que se
alarga por todo o ano, sendo contudo a cobrição natural feita durante a
Primavera.
Podemos afirmar também
que o Queijo Serra da Estrela é o pai e a mãe de todos os queijos de
ovelha Portugueses, pela transumância feita no Inverno para a Beira
Baixa, e a partir daí pelo conhecimento transmitido por pastores e
roupeiras a outras regiões.
A produção
deste Queijo obedece a técnicas milenares e a «segredos» que terão de se
procurar nos pastos da região, no cardo e na sua mistura com o leite, na
paciência e arte com que se separa e mexe a coalhada e nos processos de
cura. Para que se obtenha um Queijo de impar qualidade e sabor, na
câmara de cura devem
ser asseguradas condições constantes de humidade e temperatura.
Por tudo isto, e porque
se trata do mais afamado e conhecido queijo tradicional, e sobretudo
porque é a base da economia dos agricultores serranos é nossa obrigação
melhorá-los, defendê-los e sobretudo promovê-lo.
Só
assim, temos a garantia de que somos capazes de preservar e levar para o
Mundo, aquele produto de alta qualidade, cujo conhecimento foi
transmitido de geração em geração como o bem mais precioso das zonas
serranas o “Queijo Serra da Estrela”.